Cartografia
e GPS
A elaboração de mapas começou na
Antiguidade. O mapa mais antigo do mundo foi encontrado na Mesopotâmia. Hoje,
podemos obter imagens tridimensionais da superfície da Terra e contamos até com
a cartografia e o GPS como grandes aliados.
por Valesca Valdestilhas
Daminello
Anaximandro (610 a.C.-547 a.C.), que era discípulo
de Tales de Mileto, é considerado o primeiro cartógrafo. Em seu mapa, a Terra
estava solta no espaço e não havia referência a sua forma.
Até então contávamos apenas com equipamentos que
para nós, hoje, são simplórios, como o astrolábio, o compasso, o sextante e a
bússola, e com mapas do tipo portulanos.
A partir do século XVI, época das Grandes
Navegações, mapas traçados com maior precisão passaram a desvendar caminhos para
exploradores europeus, pois representavam o mundo de maneira mais próxima do
real. São estes elaborados por cartógrafos alemães e Flamengos. O mais
conhecido é o de Mercator.
O avanço tecnológico do século XX permitiu um
grande progresso e muita precisão na elaboração de mapas. Foram adicionadas
várias outras técnicas às de antigamente, como o uso de aviões para tomadas
fotográficas aéreas, imagens de satélites artificiais e computadores. A partir
do processamento e da análise dessas imagens, é possível elaborar vários tipos
de mapas.
Hoje, os mapas estão cada vez mais precisos.
Entre os inúmeros recursos utilizados pela cartografia, destacam-se: a
aerofotogrametria, o sensoriamento remoto e o geoprocessamento. Todas estas
técnicas utilizadas em conjunto fazem o sucesso dos mapas; porém, uma boa
pesquisa de campo é necessária, sempre.
A cartografia encontra-se no curso de uma longa e profunda revolução,
iniciada em meados do século passado, e certamente a mais importante depois do
seu renascimento, que ocorreu nos séculos XV e XVI.
OS PRIMEIROS MAPAS
A função
dos mapas é prover a visualização de dados espaciais e a sua confecção é
praticada desde tempos pré-históricos, antes mesmo da invenção da escrita. Com
esta, dispomos de mapas em placas de argila sumérias e papiros egípcios. Na
Grécia antiga, Aristóteles e Hiparco produziram mapas com latitudes e
longitudes.
Em Roma, Ptolomeu representou a Terra dentro de um
círculo. A finalidade principal destes mapas era conhecer o terreno do inimigo
para que a conquista fosse eficiente e rápida.
A CARTOGRAFIA MEDIEVAL
Embora
durante a Idade Média o conhecimento geográfico tenha sofrido uma relativa
estagnação na Europa Ocidental, confinado ao domínio eclesiástico, foram
produzidos os mapas OT (orbis terrarum): um T composto pelas águas (Mar
Mediterrâneo, Mar Negro e rio Nilo), separando as terras (Europa, Ásia
ocidental e Norte de África), dentro de um O (o mundo). No mundo árabe, ao
contrário, desde 827 o califa Al Mamum havia determinado traduzir do grego a
obra de Ptolomeu. Desse modo, através do Império Bizantino, os árabes
resgataram os conhecimentos greco-romanos, aperfeiçoando-os (11 mapa orbis
terrarum).
NA IDADE MODERNA
Com a
reabertura comercial do Mar Mediterrâneo, especialmente a partir do século XI,
os mapas ganharam mais importância, particularmente entre os árabes, que
prosseguiram com o seu desenvolvimento.
Em poucos séculos, os mapas de navegação marítima,
que passaram a ser valorizados na região mediterrânica, associados aos
progressos técnicos representados pela bússola, pelo astrolábio e pela caravela
permitiram o processo das grandes navegações, marcando a passagem para a Idade
Moderna. Os portulanos introduziram a rosa-dosventos e motivos temáticos
passaram a ilustrar as lacunas do conhecimento geográfico.
Embora a cartografia portuguesa tenha conhecido
avanços técnicos significativos durante o século XV, será superada, já no século XVI, pela cartografia holandesa.
MAPAS ATUAIS
A
cartografia encontra-se no curso de uma longa e profunda revolução, iniciada em
meados do século passado, e certamente a mais importante depois do seu
renascimento, que ocorreu nos séculos XV e XVI. A introdução da fotografia
aérea e do sensoriamento remoto, o avanço tecnológico nos métodos de gravação e
impressão e, mais recentemente, o aparecimento e vulgarização dos computadores
vieram a alterar profundamente a forma como os dados geográficos são
adquiridos, processados e representados, bem como o modo como os interpretamos
e exploramos. Durante a II Guerra Mundial isso ficou ainda mais claro com o uso
das aeronaves, pela primeira vez, em guerras, tanto para aerofotografar os
territórios envolvidos como para transportar soldados e cargas, e para
lançamento de bombas.
Os mapas, antiga e tradicionalmente feitos usando
material de escrita, a partir do aparecimento dos computadores e dos satélites
conheceram uma verdadeira revolução. Atualmente são confeccionados
utilizando-se softwares próprios, os Sistemas de Informação Geográfica (SIGs,
CAD ou softwares especializados em ilustração para mapas). Os dados assim
obtidos ou processados são mantidos em base de dados. A tendência atual neste
campo é um afastamento dos métodos analógicos de produção e um progressivo uso
de mapas interativos de formato digital.
CARTOGRAFIA TEMÁTICA
Na
cartografia temática temos convenções e símbolos cartográficos que são sígnos e
cores, utilizados para representar os elementos desejados. Existe uma
padronização internacional de símbolos e cores para facilitar a leitura e
interpretação dos mapas, em qualquer parte do mundo. (12 - símbolos da legenda)
O NASCIMENTO DO GPS
Durante a
Guerra Fria, a corrida aeroespacial tornou possível a colocação em órbita dos
satélites artificiais, que nos possibilita sensoriamento remoto através do
feedback dos satélites aos receptores aqui na Terra (antenas, GPS, estações
meteorológicas). O primeiro satélite posto em órbita foi o Sputnik I, em 4 de
outubro de 1957 pela URSS. Pesava 84kg e emitia sons em determinada frequência.
Poucos meses depois, os EUA lançaram o Explorer I com apenas 14kg e que
detectou a presença do Cinturão de Van Allen. Cerca de 4600 é o número estimado
de satélites artificiais em órbita, porém apenas cerca de 500 estão em pleno
funcionamento. É possível lembrar-se de uma das cenas iniciais do desenho
animado da Pixar, Wall-E, onde a Terra está com a mesosfera
saturada de satélites artificiais interferindo diretamente na quantidade de luz
solar que chega à superfície do nosso planeta, cuja biosfera tornou-se incapaz
de gerar uma simples plantinha. Não podemos negar a utilidade e necessidade dos
satélites para a humanidade; no entanto, o que se mostra nesse desenho animado
é o que, um dia, poderá acontecer conosco: destruirmos a atmosfera e
eliminarmos a vida terrestre.
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CARTOGRAFIA
E A MATEMÁTICA
É o ramo
da cartografia que trata dos aspectos matemáticos ligados à concepção e
construção dos mapas. Ela foi desenvolvida a partir do final do século XVII,
após a invenção do cálculo matemático, principalmente por Johann Heinrich
Lambert e Joseph Louis Lagrange. Contribuíram também os matemáticos Carl
Friedreich Gauss e Nicolas Auguste Tissot.
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CARTOGRAFIA
HISTÓRICA NO BRASIL
Os
estudos de cartografia histórica, no Brasil, estão ligados ao processo
histórico de confecção de mapas descritivos do seu território. Entre as
instituições que se destacam neste segmento de estudo apontam-se:
Serviço Geográfico do Exército (DSG)
Diretoria de Hidrografia e Navegação (Marinha do Brasil)
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
Instituto Geográfico e Cartográfico (IGC)
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REFERÊNCIAS
OLIVEIRA, C. Dicionário Cartográfico. Rio de Janeiro: IBGE. 1983.
ALMEIDA, L. M. A. - RIGOLIM, T. B. Geografia Novo Ensino Médio. São Paulo:
Ática. 2005. 448p. , p. 23-24.
CARTOGRAFIA. Lisboa, 11 jul. 2010. Disponível em <183phttp://
pt.wikipedia.org/wiki/Cartografia>. Acesso em 13 jul 2010.
SIMIELLI, Maria Elena. Geoatlas. São Paulo, Ática, 2005.
http://www.disney.com.br/cinema/ walle. Acesso
em 14 jul 2010.